segunda-feira, 7 de junho de 2010

Grande Festa de Inauguração da Sede do PT de Camaquã!


Em grande festa realizada no sábado (29/05), o PT de Camaquã inaugurou a Sede do seu Diretório Municipal. No mesmo dia, Beto Grill foi homologado pelo Diretório Estadual do PSB, como pré-candidato a vice-governador na chapa ao Governo do Estado com o petista Tarso Genro. Completa ainda a aliança estadual o PC do B.

Por volta das 19 horas, Beto Grill, foi recebido na BR 116 por um conjunto de militantes que se deslocaram até a nova Sede do PT. Prestigiaram o evento o deputado estadual Elvino Bohn Gass , o deputado federal Fernando Marroni,vários pré-candidatos a deputado estadual, além de dirigentes partidários do PT, PSB e PC do B de Camaquã e Região.

Beto Griill afirmou que “[...] é incrível a energia da nossa militância. Cada vez que participamos de atividades como essa e vemos a empolgação nos olhos de cada um dos nossos companheiros e companheiras, saímos com nossas baterias bem carregadas”. Ele afirmou ainda que “[...] este ano temos a possibilidade de fazer com que o Estado do Rio Grande do Sul entre em sintonia com as políticas implementadas pelo Governo do Presidente Lula e espero que possamos aproveitar esta oportunidade”.

Elvino Bohn Gass afirmou que “[...] com Beto Grill de vice do Tarso, com certeza facilitará nossa relação com a Metade Sul do Estado. Temos como pré-candidato a vice-governador alguém que vive e compreende como poucos as dificuldades desta região e isso será muito importante para que possamos diminuir as desigualdades regionais do nosso Estado”.
Fernando Marroni salientou a importância da militância e a necessidade da participação das pessoas neste processo que estamos vivendo. “[...] temos que nos mobilizar, mostrar a cara e perguntar para cada pessoa se queremos que o País continue melhorando o corramos o risco de retroceder no tempo”.

Zelmute Oliveira salientou que “[...] temos a necessidade de atuarmos de forma mais regionalizada. É importante termos o entendimento que o desenvolvimento da nossa Costa Doce só se dará se tivermos condições de construirmos políticas unificadas. E quando vemos pessoas aqui nessa atividade das cidades de vários municípios da nossa região, temos certeza que isto é possível, pois todos estão imbuídos deste sentimento.”

domingo, 23 de maio de 2010

Dilma cresce em todas as regiões e faixas de eleitores, aponta Datafolha.



O crescimento que levou Dilma Rousseff (PT) a empatar com José Serra (PSDB) em 37% na pesquisa Datafolha se deu em quase todos os grupos de eleitores e em todas as regiões do país em pouco mais de 30 dias.

Há uma outra novidade na pesquisa. Agora, Dilma abriu larga vantagem sobre Serra quando se trata de disputar voto entre os eleitores que aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em março, quando o presidente tinha 76% de aprovação no Datafolha, Dilma e Serra registravam 36% de intenção de voto cada um entre esses eleitores pró-Lula.

No levantamento deste mês, a história é outra. Lula repetiu os 76% de aprovação de março, mas Dilma passou a ter 45% entre esses eleitores --nove pontos a mais do que tinha em março.

Já Serra recuou para 32% nesse grupo --ficando 13 pontos atrás da petista. A pré-candidata Marina Silva (PV) tem 10% de intenção de voto no universo pró-Lula.

Outro fato relevante que sustenta a alta de Dilma na pesquisa realizada nos dias 20 e 21 deste mês é ela ter melhorado seu desempenho em todas as regiões do país.

A postulante do PT ao Planalto elevou suas taxas de intenção de voto de 7 a 9 pontos, dependendo da região.

No Sudeste, onde estão 44% dos eleitores brasileiros, Dilma está com 33% e perde para Serra, cuja taxa é de 40%. Mas no mês passado, o tucano vencia por 45% a 26% --a diferença encolheu de 19 para 7 pontos.

Em todas as outras regiões, Dilma está à frente ou empatada com Serra. No Sul, a petista subiu nove pontos e foi a 35% das intenções.

O tucano caiu dez pontos desde abril e está com 38%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados.

No Nordeste, onde Lula é aprovado por 85%, Dilma registrou 44% das intenções de voto -alta de sete pontos.
Essa foi a única região do país na qual Serra não perdeu votos: manteve seus 33%. Uma explicação possível são as viagens que o tucano fez a Estados como Bahia e Ceará nas últimas semanas.

No Norte e no Centro-Oeste, regiões agrupadas pelo Datafolha, Dilma registra 40% das intenções de voto (mais nove pontos) contra 34% de Serra (menos oito).

No universo de eleitores mais pobres, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020), Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais, saindo de 29% em abril para os 37%. No mesmo período,Serra desceu de 42% para 37%.


Esse grupo de eleitores de renda mais baixa representa 51% do universo total dos que votam no país. É também onde estão os de mais baixa escolaridade e com menos informação --inclusive sobre o processo eleitoral.

Dilma sempre perdeu para Serra nesse segmento. Agora, pela primeira vez, eles aparecem empatados.
A candidata do PT ainda perde para Serra entre as mulheres, o eleitorado em que tem mais rejeição. Nesse segmento, o tucano tem 38%, e ela, 33%. Entre os homens, Dilma lidera, por 42% a 36%.

Conhecimento

Outra novidade do novo Datafolha é que a taxa de conhecimento de Marina Silva subiu dez pontos em um mês. O período coincidiu com o lançamento da pré-candidatura da senadora e do anúncio de Guilherme Leal como seu vice.

Em abril, o índice dos que diziam conhecer Marina era de 63%, e saltou para 73%.

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
folha.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tarso lidera com 34% no RS, diz Vox Populi/Band


Petista larga com vantagem sobre José Fogaça, do PMDB, que tem 29% das intenções de voto

No mesmo dia em que o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, intensificou as articulações em busca de apoio no Rio Grande do Sul, pesquisa encomendada ao instituto Vox Populi pela TV Bandeirantes confirma a vantagem do petista Tarso Genro na corrida pelo governo estadual. Ex-ministro da Justiça no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tarso aparece no levantamento com 34% das intenções de voto, 5 pontos à frente do peemedebista José Fogaça, que tem 29%.

Em terceiro lugar, a governadora tucana Yeda Crusius tem 10%. No pé da relação, estão Pedro Ruas (PSOL) e Mont Serrat Martins (PV), ambos com 1%. Brancos e nulos totalizaram 5%, enquanto 20% não souberam ou não responderam.

Tarso manteve-se estável em comparação à última pesquisa realizada pelo instituto, em janeiro deste ano. Na época, Fogaça tinha 30% e Yeda, 7%. Ruas aparecia com 3% e Mont Serrat não pontuou. A pesquisa contou com 700 entrevistas e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob número 15.855/10 e no Tribunal Superior Eleitoral sob número 11.313/10.

O Vox Populi elaborou uma segunda simulação, mas o cenário ainda considerava a candidatura do deputado Beto Albuquerque (PSB), que já se retirou da disputa. Ainda assim, Tarso também largaria na frente, com 32%. Fogaça seguiria, com 27%, sucedido por Yeda, com 10%. Albuquerque (PSB) teria 7%, seguido por Pedro Ruas, Luís Augusto Lara (PTB) e Mont Serrat, todos com 1%.

No quesito rejeição, quem lidera é Yeda. A governadora tem 36%, em comparação a 7% contabilizados por Tarso e por Ruas. Albuquerque, Fogaça, Luís Augusto Lara e Mont Serrat aparecem em seguida, todos com 4%.

Na pesquisa espontânea, Tarso contabilizou 10% das intenções de voto. Fogaça veio a seguir, com 8%, enquanto Yeda ficou com 4% e Albuquerque teve 1%. Nesse caso, 1% dos entrevistados mencionaram o ex-governador Germano Rigotto.

Bateu o Pavor!

É importante ser claro, falar a linguagem das ruas e dar nome aos bois. A verdade é uma só: está batendo o pavor na direita brasileira. Dá para ouvir os dentes rangendo. Por um lado, Luiz Inácio brilha mais do que nunca no cenário internacional. O doutor FHC nunca teve tamanho prestígio no exterior. Independentemente do resultado do papo com Ahmadinejad no Irã, o mundo inteiro ficou esperando que o iletrado brasileiro resolvesse a parada. Os norte-americanos, mais caras de pau do que nunca, andam furiosos com o Brasil. Descobriram até os direitos humanos. Cobram de Luiz Inácio o fato de ele ficar negociando com um país que dá chibatadas nos seus opositores. É o roto falando do descosido. Os Estados Unidos são especialistas em amizades com ditadores. A China, por exemplo, nada deve ao Irã em repressão.

O ranger de dentes tem razões de todo tipo. A inveja em relação a Luiz Inácio não para de crescer. Todas as previsões dos conservadores foram por água abaixo. O Brasil vai bem, superou a crise como se ela não passasse mesmo de uma marolinha, a popularidade do presidente é estratosférica, a vida da população mais pobre melhorou bastante e, na política internacional, nunca mostramos tanta autonomia. Passamos de coadjuvante a protagonista. Para completar o quadro de pavor da direita, que não sabe mais o que fazer ou dizer, a última pesquisa do Vox Populi mostra Dilma na frente de José Serra, 38% a 35%. E agora? Dilma, a guerrilheira, a sem carisma, a criatura, começou a decolar e já parece muito palatável para eleitores que antes a viam com alguma desconfiança.

Se os dentes continuarem a bater assim, dá para ouvir o barulho enquanto escrevo, os dentistas é que vão faturar. Muita gente vai precisar de dentadura ou de aparelho. Passei, outro dia, por um luminar da direita e ele parecia desesperado. Estava branco, verde, azulado. Nem me aproximei. O homem falava sozinho, resmungava, vociferava e espumava de raiva. Dava para entender o nome Dilma no seu discurso enrolado. Tem gente que não dorme mais. Alguns buscam soluções mágicas. Outros, tentando permanecer racionais, buscam culpados. Não encontram. Perguntas es-drúxulas se repetem: por que Luiz Inácio não fez como Evo Morales e Hugo Chávez? Aí está: Luiz Inácio não traiu só a esquerda, traiu a direita também. Frustrou-a terrivelmente ao não se comportar como um ditador ou como um "perfeito idiota latino-americano".

O que dói mais na direita é ver Luiz Inácio trocando abraços, afagos, sorrisos e ideais com os grandes deste mundo. Dói mais ainda ver Luiz Inácio, com seu traquejo social sem berço nem formação, colocando todos à vontade, fazendo até um russo gelado se derreter e fazer piadinha. Basta Luiz Inácio chegar para o clima ficar mais amistoso. Com essa manha, com essa malemolência, com esse jogo de cintura, Luiz Inácio está prontinho para virar secretário-geral da ONU. Espero que isso não ocorra por uma razão humanitária: FHC não suportaria. Não quero o mal de homem que prestou bons serviços ao Brasil. Luiz Inácio que fique, no máximo, com a OEA. Que loucura!


JUREMIR MACHADO DA SILVA
colunista do jornal Correio do Povo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010